Braga cobra investigação profunda e subcomissão do Senado avança sobre escândalo do Banco Master

A subcomissão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal responsável por apurar o escândalo envolvendo o Banco Master apresentou, nesta quarta-feira (4), o plano de trabalho que dará início às investigações formais sobre o caso. Integrante do colegiado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) reforçou que o grupo não foi criado para cumprir formalidades e terá atuação ativa, com diligências, requisição de documentos, audiências públicas e oitiva de autoridades e agentes diretamente envolvidos.

De acordo com o plano apresentado pelo presidente da subcomissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o colegiado irá aprofundar as apurações sobre as suspeitas de irregularidades cometidas pelo banco, que teria emitido cerca de R$ 50 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), criando uma falsa percepção de solidez financeira. Braga alertou que o impacto desse tipo de operação recai, em última instância, sobre o cidadão brasileiro, as contas públicas e os entes governamentais.

A agenda de trabalho já prevê reuniões com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além da tentativa de encontros com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A subcomissão é composta por 15 senadores titulares, entre eles Braga, Omar Aziz, Damares Alves, Randolfe Rodrigues, Humberto Costa e Hamilton Mourão.

Para Eduardo Braga, a dimensão do escândalo exige respostas rápidas e investigação sem concessões. “Não investigar, fechar os olhos ou simular não são opções. Transparência, responsabilidade e defesa do interesse público são obrigações”, tem reiterado o senador desde que o caso veio à tona, no fim do ano passado, quando classificou o Banco Master como “uma tragédia anunciada”.

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