
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas registrou 56.866 ligações de trote ao número de emergência 193 ao longo de 2025, em Manaus. O volume representa uma média de 4.738 chamadas falsas por mês, 155 por dia e cerca de 6 por hora, impactando diretamente o atendimento à população.

Os dados são do Centro de Gerenciamento de Ocorrências e Estatística Bombeiro Militar, responsável por coordenar as demandas operacionais da corporação na capital. O serviço funciona 24 horas e atua a partir de 11 pontos estratégicos distribuídos pelas zonas da cidade.
Segundo o comando da corporação, os trotes comprometem o tempo de resposta em situações reais. Viaturas deslocadas para ocorrências inexistentes deixam de atender emergências verdadeiras, como incêndios e resgates, o que pode agravar riscos e até resultar em perda de vidas.
O comandante da capital, Reinaldo Menezes, alertou que o chamado “minuto de ouro” é decisivo para salvar vítimas. De acordo com ele, qualquer atraso provocado por chamadas falsas pode comprometer o socorro.
Além de prejudicar o serviço, o trote é considerado crime. O delegado Ivo Martins informou que a prática pode gerar multa de até R$ 20 mil, além de pena de detenção. As autoridades destacam que sistemas de identificação permitem rastrear a origem das ligações, inclusive de números restritos.
Paralelamente, o Corpo de Bombeiros ampliou a presença no interior do Amazonas. Entre 2019 e 2026, o número de municípios com bases permanentes passou de 11 para 23. A previsão é que, até o fim deste ano, novas unidades sejam instaladas, ampliando a cobertura para mais da metade das cidades do estado.









