
O Banco Master encerrou 2024 com um lucro de R$ 1 bilhão, quase o dobro dos R$ 523 milhões registrados no ano anterior. O resultado, divulgado nesta terça-feira (1º), ocorre em meio a negociações de compra pela instituição estatal Banco de Brasília (BRB) e pelo BTG Pactual.
O balanço aponta que o patrimônio líquido do banco saltou de R$ 2,3 bilhões em 2023 para R$ 4,7 bilhões no ano passado, impulsionado por capitalizações sucessivas. O total de ativos chegou a R$ 63 bilhões, enquanto a carteira de crédito atingiu R$ 40,3 bilhões. O Retorno sobre Patrimônio Líquido foi de 28,5%, superando grandes bancos como o Banco do Brasil, que registrou 21,4%.
O crescimento do Master tem sido impulsionado pela ampliação da atuação no varejo, com destaque para o crédito consignado e a digitalização dos serviços por meio do Will Bank. A compra do banco Voiter também fortaleceu a posição da instituição no mercado financeiro. Para reduzir custos, o Master unificou operações e investiu em governança, criando comitês e um conselho consultivo.
Negociação sob investigação
A tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, por R$ 2 bilhões, enfrenta resistência e está sendo investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O Sindicato dos Bancários de Brasília pediu ao Banco Central e ao Cade que vetem a operação, alegando risco de má gestão.
O negócio também levanta dúvidas no mercado financeiro, especialmente pela política agressiva do Master na captação de recursos, com rendimentos acima da média do setor. O banco ainda tentou emitir títulos em dólares, sem sucesso, e tem operações questionadas com precatórios.
Antes da proposta do BRB, o BTG Pactual chegou a oferecer R$ 1 pelo controle do Master, assumindo seus passivos com apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas o acordo não avançou.