Ataque israelense a hospital em Gaza mata líder do Hamas

Foto - Israel Defense Forces

Cinco dias após romper o cessar-fogo com o Hamas, Israel intensificou seus ataques na Faixa de Gaza e atingiu, neste domingo (23), o Hospital Nasser, em Khan Yunis. O bombardeio resultou na morte de Ismail Barhoum, membro do gabinete político do Hamas, que estava internado após ser ferido em um ataque aéreo anterior. Pelo menos outras quatro pessoas morreram, segundo autoridades de Gaza.

O Exército israelense classificou a ação como um “ataque de precisão” contra um “importante terrorista do Hamas” que operava dentro do hospital. Israel alega que o grupo palestino usa infraestruturas civis para esconder combatentes e armazenar armas. O ataque provocou um incêndio na ala cirúrgica e levou à evacuação total da unidade de saúde.

Além de Barhoum, outro alto membro do Hamas, Salah Al-Bardawil, também foi morto em um ataque aéreo israelense em um campo de refugiados perto de Khan Yunis. Desde o reinício das operações militares, Israel tem intensificado as ofensivas contra lideranças do movimento palestino.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, chegou a Israel para pressionar por um cessar-fogo imediato. “A destruição de Gaza só alimenta a radicalização”, afirmou. A visita ocorre em meio a uma escalada do conflito e ao aumento das tensões internacionais.

Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o chefe do serviço interno de segurança, Ronen Bar, de conduzir uma investigação secreta contra o ministro de extrema-direita Itamar Ben Gvir. A denúncia provocou uma crise política em Tel Aviv, com acusações de conspiração dentro do governo.

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