O sistema nacional de alertas da Defesa Civil foi retirado do ar na madrugada deste sábado (20) após um ataque cibernético que provocou o envio indevido de mensagens para celulares em diferentes regiões do Brasil. Usuários de cidades como Brasília, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Campo Grande relataram ter recebido um aviso sonoro de “Alerta extremo”, acompanhado da palavra “misantropia”.

Segundo o governo federal, a plataforma foi alvo de uma invasão que permitiu o disparo remoto da mensagem falsa. Diante da falha de segurança, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, decidiu suspender temporariamente o sistema para evitar novos envios indevidos.
Em nota, a pasta informou que a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso e identificar os responsáveis pela invasão. O governo também afirmou que o serviço só será restabelecido após a implementação de medidas que garantam a segurança da plataforma.
Os primeiros relatos sobre o alerta falso surgiram em Curitiba, por volta das 23h45 de sexta-feira (19). Em Brasília, os celulares emitiram o aviso pouco antes das 1h30 deste sábado, gerando preocupação entre os usuários e uma onda de comentários nas redes sociais.
O episódio também repercutiu no meio político. Integrantes da base do governo e da oposição cobraram esclarecimentos e reforço na segurança digital dos sistemas públicos. O deputado federal Guilherme Boulos e o pré-candidato Marcelo Freixo defenderam a apuração rigorosa do caso, enquanto parlamentares da oposição questionaram a vulnerabilidade da plataforma em um ano eleitoral.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que a população precisa saber como ocorreu a falha e quais medidas serão adotadas para evitar novos incidentes. Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, defendeu total transparência sobre o episódio, alertando para a necessidade de proteger sistemas de comunicação em massa contra invasões e manipulações.