Aposentadoria em 2026: veja o que muda com as regras de transição

Fila de idoso. Foto Agência Brasil:Marcelo Camargo

Quem está próximo de se aposentar precisa redobrar a atenção em 2026. A Reforma da Previdência, promulgada em 2019, estabeleceu regras automáticas de transição que são ajustadas anualmente, alterando critérios como idade mínima, pontuação e tempo de contribuição para a concessão dos benefícios.

Atendimento no INSS Foto- Reprodução

Na aposentadoria por tempo de contribuição, duas regras de transição sofreram mudanças neste ano. A pontuação — soma da idade com o tempo de contribuição — passou a exigir 93 pontos para mulheres e 103 para homens. Para servidores públicos, a pontuação é a mesma, mas há requisitos adicionais: idade mínima de 62 anos e 35 de contribuição para homens, e 57 anos e 30 de contribuição para mulheres, além de 20 anos no serviço público e cinco no cargo. Já na regra da idade mínima progressiva, a exigência subiu para 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens), aumentando seis meses por ano até alcançar 62 e 65 anos, respectivamente, em 2031.

Entre os professores, a regra de transição combina idade mínima e tempo de contribuição no magistério. Em 2026, as mulheres podem se aposentar a partir de 54 anos e meio, e os homens, aos 59 anos e meio. A idade também sobe seis meses por ano até 2031. O tempo mínimo de contribuição permanece em 25 anos para mulheres e 30 para homens, regra válida para docentes da iniciativa privada, instituições federais e pequenos municípios.

Na aposentadoria por idade, não houve mudanças neste ano. Desde 2023, a idade mínima é de 65 anos para homens e 62 para mulheres, com exigência de 15 anos de contribuição para ambos. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) orienta que os segurados utilizem o site ou aplicativo Meu INSS para simular a aposentadoria e verificar, de forma individualizada, quanto tempo falta para cumprir os requisitos em cada regra vigente.

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