Após dez anos, perfuração de poços volta ao centro da agenda energética no Amazonas

A retomada da perfuração de poços de petróleo e gás no Amazonas avançou com novas tratativas entre a Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect) e a Petrobras. Em reunião realizada nesta terça-feira (06/01), as instituições deram continuidade à análise de pedidos de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), considerados essenciais para viabilizar as futuras perfurações na região de Urucu, no município de Coari, após mais de uma década de paralisação das atividades.

A CDRU garante segurança jurídica para o uso de áreas públicas necessárias às operações da Petrobras, permitindo a instalação e manutenção de estruturas como bases operacionais, dutos e terminais. Segundo a Sect, o instrumento é decisivo para destravar investimentos de longo prazo, assegurar o cumprimento de exigências ambientais e regulatórias e evitar conflitos fundiários, preservando o patrimônio público e dando estabilidade ao processo de perfuração.

De acordo com a Petrobras, a campanha prevê investimentos estimados em cerca de US$ 500 milhões, com a perfuração de 22 poços e a implantação de aproximadamente 40 quilômetros de linhas. A retomada das perfurações é vista como estratégica para a reposição de reservas e para a continuidade da produção de óleo e gás no estado, além de impulsionar a economia local por meio da geração de empregos, renda e arrecadação de impostos.

Atualmente, três pedidos de CDRU estão em tramitação na Sect e são considerados prioritários para o avanço das perfurações: o complemento LOC 2, o novo poço ARZ-1 e o novo poço CPP-2. A previsão é que a campanha de perfuração tenha início em fevereiro, enquanto os novos poços devem começar a ser perfurados no segundo semestre, após a conclusão do licenciamento ambiental. O alinhamento entre o Governo do Amazonas e a Petrobras busca destravar investimentos, fortalecer a cadeia produtiva e contribuir para a segurança energética e o desenvolvimento regional.