Amazonas terá 50 novos terminais flutuantes para atender comunidades do interior até dezembro

O Amazonas deve receber 50 novos terminais flutuantes em comunidades do interior até o fim de 2026. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2) pelo governador Roberto Cidade. O projeto prevê investimento de R$ 54,8 milhões e busca melhorar as condições de transporte de moradores e mercadorias em regiões que dependem dos rios para a mobilidade.
De acordo com o governo estadual, 20 estruturas já foram construídas e estão prontas para entrega. A execução do projeto está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), com equipamentos destinados a comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas.
Os terminais foram planejados para oferecer melhores condições de embarque e desembarque, além de abrigo aos passageiros. Por serem flutuantes, acompanham as mudanças no nível dos rios durante os períodos de cheia e vazante, permitindo o funcionamento ao longo do ano.

Acesso à escola e aos serviços de saúde

Uma das funções das estruturas será facilitar o transporte escolar. O projeto prevê plataformas integradas aos pontos de atracação das embarcações, permitindo que estudantes embarquem e desembarquem com mais segurança.

Em comunidades sem instalações adequadas, o acesso aos barcos pode depender de passarelas improvisadas ou exigir que os passageiros entrem na água. Os novos terminais devem oferecer uma alternativa para reduzir essas dificuldades e proporcionar abrigo durante a espera pelo transporte.

Na área da saúde, as estruturas também poderão facilitar o deslocamento de pacientes, inclusive pessoas com mobilidade reduzida, além do transporte de medicamentos e outros insumos utilizados nos atendimentos realizados nas comunidades.

Escoamento da produção rural

Os terminais também devem beneficiar produtores que utilizam o transporte fluvial para levar alimentos e mercadorias aos centros de comercialização. A melhoria dos pontos de embarque e desembarque pode facilitar a movimentação das cargas e contribuir para a geração de renda nas comunidades.

Como as estruturas acompanham a variação do nível dos rios, a proposta é manter melhores condições de acesso tanto durante a cheia quanto na vazante, períodos que influenciam diretamente a rotina de quem vive e trabalha nas áreas ribeirinhas do Amazonas.