Amazonas registra desemprego de 7,5% no segundo trimestre e fica acima da média nacional

Foto: Divulgação Semcom
]O estado do Amazonas encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma taxa de desemprego de 7,5%, índice que posiciona o estado acima da média nacional, fixada em 5,4%. Os números integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Enquanto 13 estados brasileiros conseguiram reduzir a proporção de pessoas sem trabalho no período analisado, o Amazonas manteve estabilidade na taxa, não acompanhando o movimento de queda. No panorama nacional, 11 unidades da federação ficaram com índices abaixo da média geral, cenário liderado por Santa Catarina, que registrou 2,1%. O maior nível de desocupação do país foi verificado no Amapá, com 9,8%.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que essa disparidade entre os estados é resultado de fatores estruturais, como os níveis de industrialização, a força da atividade econômica local e a escolaridade da população. Segundo o IBGE, as regiões Sul e Sudeste mantêm indicadores de emprego mais robustos em comparação aos estados do Norte e Nordeste.
A Pnad Contínua monitora o mercado de trabalho rastreando pessoas com 14 anos ou mais, considerando desempregado apenas quem buscou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à entrevista. Apesar da estagnação no Amazonas, a média brasileira apresentou recuo, caindo dos 6,1% registrados no primeiro trimestre para os atuais 5,4%.
O levantamento nacional apontou ainda uma melhora no desemprego de longo prazo. O contingente de brasileiros que procuram trabalho há dois anos ou mais caiu para 1,06 milhão — o menor nível de toda a série histórica, iniciada em 2012. O número representa uma redução de 15,6% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A pesquisa também expõe a manutenção das desigualdades demográficas no acesso ao mercado de trabalho. O desemprego entre as mulheres (6,4%) continua superior ao registrado entre os homens (4,6%). No recorte racial, a população preta (6,9%) e parda (6,1%) apresenta taxas de desocupação significativamente maiores do que a média nacional e do que o índice verificado entre os brancos (4,2%).
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