Amazonas mantém combate às queimadas com 18 aeronaves e mil profissionais mobilizados

O Governo do Amazonas mantém operações de combate aos incêndios florestais, fiscalização ambiental e monitoramento da fumaça que atinge a capital e municípios do interior. Durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec), nesta segunda-feira (26), o governador Roberto Cidade afirmou que as ações continuarão e que o Estado pretende cobrar a responsabilização de pessoas envolvidas em crimes ambientais.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), entre 1º de junho e 25 de outubro foram contabilizadas 3.878 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo período, as equipes atuaram no combate a 24.266 focos de incêndio, sendo 4.728 na capital e 19.538 no interior.

Cerca de mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das operações. Para ampliar o atendimento em áreas de difícil acesso, o governo contratou duas aeronaves especializadas. Atualmente, 18 aeronaves de diferentes órgãos, entre aviões e helicópteros, estão envolvidas nas atividades.

Fumaça que chega a Manaus

De acordo com o comandante do CBMAM, coronel Orleiso Muniz, parte da fumaça que alcançou Manaus nos últimos dias tem origem em incêndios na região do Baixo Amazonas e em municípios do Pará.

Roberto Cidade afirmou que pretende estabelecer contato com o governo paraense para discutir medidas de enfrentamento aos focos de incêndio. Segundo ele, há previsão de que a fumaça volte a atingir a capital nos próximos dias.

As operações estaduais são realizadas em parceria com órgãos federais e prefeituras, com ações voltadas ao controle dos incêndios, à prevenção de novas ocorrências e à redução dos riscos para a população.

Fiscalização e multas ambientais

Uma das principais frentes é a Operação Amazonas Mais Verde, iniciada em maio de 2026, que atua no combate aos incêndios em 33 municípios. Entre junho e agosto, as ações de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas. A operação também recebeu 20 viaturas, incluindo 17 picapes equipadas com kits de combate a incêndio, além de 453 equipamentos multimissão.

Já a Operação Tamoiotatá, iniciada em 23 de fevereiro, concentra ações de campo em 13 municípios, reunindo bombeiros e equipes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). O trabalho inclui o combate aos incêndios e a fiscalização do uso irregular do fogo.

O balanço da operação registra R$ 235,9 milhões em multas aplicadas, 504 autos de infração, 296 termos de embargo, mais de 34,8 mil hectares embargados e duas prisões. Ao longo de dez fases, 412 servidores foram mobilizados.

Outra frente é a Operação Alerta Fogo, coordenada pelo Ipaam, que utiliza drones, imagens de satélite, dados de monitoramento e viaturas conectadas à internet para identificar focos de calor e direcionar a fiscalização.

As ações integram a estratégia estadual de resposta aos incêndios e de responsabilização por infrações ambientais, em um cenário que mantém a fumaça e os efeitos da estiagem entre as principais preocupações das autoridades no Amazonas.