
O início das obras da Rua Gastronômica, na área central de Manaus, deflagrou um plano de realocação para os trabalhadores informais que atuam na rua Ferreira Pena. A gestão municipal estabeleceu um acordo com a categoria para assegurar a manutenção das atividades comerciais. A diretriz principal define que nenhum vendedor deixará a área sem a garantia de um novo espaço de trabalho no entorno do projeto.
O planejamento engloba diretamente os 54 trabalhadores cadastrados no perímetro das intervenções. O grupo será transferido para vias adjacentes e passará a operar em barracas padronizadas, cujo formato estrutural será definido com a participação dos próprios comerciantes. A transição exige um recadastramento formal, com etapas específicas estipuladas para a regularização documental de vendedores estrangeiros.
A ocupação das novas estruturas condiciona-se à adequação imediata ao Código de Posturas do Município. Entre as exigências operacionais está a substituição obrigatória do preparo de churrasco no espeto por carnes feitas na chapa. A medida técnica alinha o comércio de rua aos critérios de segurança e higiene do espaço público, formalizando a atuação do grupo.
A categoria sinalizou adesão às diretrizes, destacando que a prioridade é garantir a segurança e a organização do espaço de trabalho. Os comerciantes concordaram com o cumprimento das novas regras, incluindo a mudança de pontos e o recolhimento de taxas, sob a condição de preservar a capacidade de geração de renda. O foco é manter o sustento das famílias que dependem exclusivamente das vendas na região.
A padronização dos equipamentos integra o processo contínuo de reordenamento urbano do centro da capital. Um modelo estrutural equivalente foi implantado recentemente na rua Floriano Peixoto, com a instalação de 26 novas bancas. A ação consolida uma estratégia para organizar o fluxo nas calçadas e estabelecer um critério visual e funcional permanente para o comércio informal.