
Antes das eleições, Haddad aparecia como favorito para assumir a pasta. Camilo ganhou espaço durante o segundo turno, após integrar o núcleo da campanha e participar da articulação política que contribuiu para a vitória de Lula.
A avaliação do presidente é que a nomeação de um dos dois poderia ser interpretada como uma indicação antecipada de seu possível sucessor político. Lula pretende concentrar as atenções na condução do último mandato e evitar que a discussão sobre a sucessão seja antecipada.
Com isso, o presidente demonstra disposição para considerar outros nomes. Entre as alternativas mencionadas por aliados está a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que não conseguiu se eleger para o Senado pelo Paraná e atualmente está sem mandato.
Outra possibilidade em discussão é distribuir funções de maior peso político entre Haddad e Camilo, garantindo espaço para ambos no governo sem associar a escolha a uma definição sobre a sucessão presidencial.
Nesse cenário, auxiliares de Lula mencionam o futuro Ministério da Segurança Pública, cuja criação depende da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia as atribuições da União na área. O Ministério da Educação também aparece entre as possibilidades, com responsabilidades relacionadas a compromissos do governo, como a ampliação do ensino em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.
A Casa Civil é responsável pela coordenação das ações dos ministérios e pela articulação do governo federal com estados e municípios, o que torna o cargo um dos mais importantes da estrutura do Executivo.
Nos dois primeiros mandatos de Lula, a então ministra Dilma Rousseff ocupou a função entre 2005 e 2010 e, posteriormente, foi escolhida pelo presidente para disputar sua sucessão. À frente da Casa Civil, Dilma também coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que reunia projetos de infraestrutura e investimentos do governo.









