Manaus monitora qualidade do ar após registros de níveis críticos de fumaça

A Prefeitura de Manaus utiliza sensores ambientais para acompanhar a qualidade do ar e identificar alterações relacionadas à concentração de partículas, incluindo as provenientes da fumaça das queimadas. O monitoramento é realizado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva).

Os equipamentos estão instalados na sede da Defesa Civil, no bairro Compensa, zona Oeste, e no ramal do Brasileirinho. Os dados permitem acompanhar as condições atmosféricas e avaliar possíveis riscos à população, especialmente nos períodos de maior incidência de fumaça.

Segundo a Defesa Civil, parte da fumaça que chega a Manaus está relacionada a incêndios registrados em municípios próximos, como Itacoatiara e Autazes, além de áreas de outros estados. A direção dos ventos e o deslocamento dos poluentes influenciam as condições observadas na capital.

Índices de qualidade do ar

O Selva classifica a qualidade do ar em cinco níveis, conforme a concentração de partículas: boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima. De acordo com Guilherme Figliuolo, chefe da Divisão de Suporte da Defesa Civil, valores acima de 125 microgramas por metro cúbico são classificados como péssimos pelo sistema utilizado.

Ainda segundo o órgão, Manaus registrou pontos nessa faixa desde o dia 7, com média de 401,4 microgramas por metro cúbico na manhã de sábado, durante o período de maior concentração de fumaça mencionado no levantamento.

Alertas e prevenção

As informações coletadas pelos sensores ajudam a embasar alertas e orientações à população. O trabalho também contribui para as atividades do Núcleo de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (NumaDec), responsável por acompanhar cenários de risco.

A atuação preventiva envolve parcerias com órgãos municipais e instituições de pesquisa, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UEA. A prefeitura também estuda instalar novos sensores em pontos estratégicos para ampliar a cobertura do monitoramento e aprimorar a identificação de áreas mais afetadas.

A ampliação da rede poderá contribuir para orientar ações preventivas e informar a população sobre períodos em que a qualidade do ar represente maior risco à saúde.