
O prefeito Renato Junior apresentou ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) as medidas adotadas por Manaus para reduzir queimadas e enfrentar os efeitos provocados pela fumaça. O encontro com a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, também abriu discussão sobre a possibilidade de ampliar essas ações para outros municípios do Estado.
Entre as iniciativas apresentadas estão o uso de mecanização em áreas rurais, monitoramento de pontos de calor com drones e atividades de educação ambiental. A estratégia busca oferecer alternativas ao uso do fogo, principalmente no preparo de terrenos, além de reforçar a identificação de áreas onde há registro de queimadas.
Durante a reunião, Renato Junior colocou equipamentos e serviços disponíveis na estrutura municipal à disposição do MP-AM e das prefeituras interessadas em desenvolver ações preventivas. A proposta envolve a construção de uma atuação conjunta entre os municípios e os órgãos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização ambiental.
A mecanização rural está entre as medidas utilizadas pela administração municipal. A iniciativa prevê a retirada e trituração da vegetação e, posteriormente, ações de recuperação das áreas, com distribuição de mudas e apoio técnico. O programa também estabelece restrições para produtores que recorram às queimadas, que podem deixar de receber os benefícios e estar sujeitos a penalidades.
A Prefeitura informou ainda que Manaus ultrapassou a marca de 45 mil árvores plantadas em 2026. O trabalho de arborização integra outras medidas ambientais adotadas na capital, que incluem ações de limpeza de igarapés e áreas da orla.
O MP-AM também avalia ampliar o trabalho preventivo com os municípios. A instituição conta com uma ferramenta para acompanhar focos de calor e identificar informações como localização e intensidade das ocorrências, recurso que pode auxiliar no direcionamento das ações de fiscalização.
A discussão ocorre em um período de atenção aos impactos das queimadas, da estiagem e da fumaça no Amazonas. Recentemente, o MP-AM criou uma estrutura específica para fortalecer a atuação em situações de crise ambiental, incluindo incêndios florestais, queimadas, poluição atmosférica e períodos de seca.









