Roberto Cidade diz que manterá diálogo com Lula em busca de recursos para o Amazonas

O governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (Federação União Progressista) afirmou, em entrevista à TV Norte nesta quarta-feira (12), que pretende manter o diálogo com lideranças políticas de diferentes correntes ideológicas para tratar de demandas do Amazonas. Ao comentar a repercussão de sua recente reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato disse que considera o relacionamento institucional uma estratégia para buscar recursos e ações para o Estado.

Cidade afirmou que mantém posicionamento político de centro-direita, mas defendeu que divergências ideológicas não devem impedir conversas com autoridades de outras correntes. Segundo ele, o encontro com Lula teve como foco demandas relacionadas à saúde, à possível redução de arrecadação estadual e à preparação para um cenário de estiagem mais severa.

Na área da saúde, o candidato citou pagamentos superiores a R$ 300 milhões a empresas médicas e prestadores de serviços desde o início de sua gestão. Também mencionou reformas e ampliações em 22 unidades de saúde e a realização de mutirões para consultas e cirurgias. Cidade voltou a defender maior participação de recursos federais no financiamento da saúde amazonense, citando os custos relacionados às grandes distâncias e ao transporte de pacientes do interior.

Para a economia, Cidade defendeu a manutenção da Zona Franca de Manaus como principal atividade econômica do Estado e apontou a necessidade de ampliar outras matrizes de desenvolvimento. Entre os setores mencionados estão gás natural, potássio, petróleo e terras raras, com a intenção, segundo ele, de estimular novas atividades econômicas e oportunidades de emprego também no interior.

Durante a entrevista, o candidato também pediu mais quatro anos de mandato para executar as propostas apresentadas em sua campanha. Ao abordar a relação com outras lideranças políticas, reiterou que pretende manter articulação institucional independentemente das diferenças partidárias ou ideológicas, desde que as conversas estejam relacionadas, segundo sua avaliação, à busca por recursos e ações para o Amazonas.