Morte por hantavírus em MG acende alerta para doença rara e sem vacina

hantavírus. Foto reprodução redes sociais

A confirmação da primeira morte por hantavirose em Minas Gerais em 2026 acendeu um alerta das autoridades de saúde sobre a doença viral transmitida principalmente por roedores silvestres. O caso foi confirmado neste domingo (10) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e, até o momento, é o único óbito registrado no Brasil neste ano.

Especialistas explicam que o hantavírus é transmitido pelo contato com urina, saliva e fezes de ratos contaminados, principalmente pela inalação de poeira em ambientes fechados. Apesar da preocupação, infectologistas afirmam que a doença possui baixa transmissão entre pessoas, diferentemente da Covid-19, reduzindo o risco de surtos em larga escala.

Os sintomas iniciais costumam ser semelhantes aos de uma gripe forte, com febre alta, dores no corpo e dor de cabeça. Em casos mais graves, a infecção pode atingir órgãos como pulmões, rins e fígado, levando à insuficiência respiratória e até à morte. A doença não possui vacina nem tratamento específico, sendo necessário suporte intensivo nos casos graves.

A principal recomendação das autoridades é reforçar a prevenção, evitando contato com locais infestados por roedores e utilizando máscaras ao limpar galpões, depósitos e ambientes fechados há muito tempo. Minas Gerais já registrou ao menos 49 mortes por hantavirose desde 2013.