
Estados Unidos e Irã retomaram nesta quinta-feira (26) as negociações em Genebra, na Suíça, em mais uma tentativa de superar o impasse sobre o programa nuclear iraniano. A nova rodada ocorre em meio a tensões diplomáticas e ameaças de escalada militar no Oriente Médio.
Esta é a terceira etapa de diálogos indiretos entre as delegações. O governo iraniano afirma ter apresentado uma proposta para um possível acordo, reiterando que não busca desenvolver armas nucleares. Já Washington sustenta que qualquer entendimento precisa incluir limites ao enriquecimento de urânio e ao programa de mísseis balísticos de Teerã.
Pelo lado iraniano, as tratativas são conduzidas pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. A delegação americana conta com o enviado especial Steve Witkoff. A mediação é feita por Omã, representado pelo chanceler Badr Albusaidi.
Antes do encontro, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que não permitirá que o Irã obtenha arma nuclear e reforçou a presença militar americana na região. Teerã classificou as declarações como infundadas e reiterou que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
As posições seguem distantes. Enquanto os EUA defendem a suspensão do enriquecimento de urânio e restrições aos mísseis, o Irã condiciona qualquer recuo ao alívio das sanções econômicas. O desfecho das negociações poderá redefinir o equilíbrio diplomático e de segurança no Oriente Médio.








