
O cenário político do Amazonas ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (23), após declarações do prefeito de Manaus, David Almeida, durante coletiva de imprensa. Ao comentar a Operação “Erga Omnes”, ele declarou que o senador Omar Aziz comentou sobre a investigação meses antes de sua deflagração oficial.
A operação, conduzida pela Polícia Civil, resultou na prisão da servidora municipal Anabela Cardoso Freitas. Durante o pronunciamento, Almeida afirmou que tomou conhecimento da investigação ainda em outubro do ano passado, em um encontro na residência do senador.
O prefeito declarou que se sentiu ameaçado e que o episódio foi determinante para o rompimento político entre ambos. De acordo com Almeida, a situação influenciou diretamente sua decisão de não apoiar o senador em movimentos eleitorais posteriores.
Além das acusações, o chefe do Executivo municipal questionou os resultados da operação. Ele argumentou que a ação, que teria como foco o combate ao tráfico de drogas e organizações criminosas, não apresentou apreensões de entorpecentes ou prisões relacionadas ao crime organizado.
Almeida também criticou o direcionamento das investigações, afirmando que o foco teria sido sua vida pessoal e administrativa. Segundo ele, questionamentos feitos a investigados teriam girado majoritariamente em torno de sua rotina e relações políticas.
Sobre a prisão da secretária, o prefeito defendeu a legalidade das movimentações financeiras atribuídas a ela, afirmando que os valores são compatíveis com os rendimentos declarados. Ele sustentou que não há elementos que justifiquem a medida cautelar.
Ao final, David Almeida comparou a situação da Prefeitura de Manaus com a do Governo do Estado, afirmando que sua gestão não possui operações federais em andamento. Ele reafirmou que pretende demonstrar a regularidade de seus atos e classificou as acusações como tentativa de desgaste político em meio ao cenário pré-eleitoral.









