Alerta meteorológico coloca Sudeste em atenção e amplia risco de temporais no país

Um novo alerta meteorológico colocou toda a Região Sudeste em estado de atenção, reacendendo o temor de episódios recentes de ventanias intensas que provocaram o tombamento de milhares de árvores e deixaram milhões de pessoas sem energia elétrica, especialmente em São Paulo. O cenário reforça a vulnerabilidade da infraestrutura urbana diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

De acordo com a Climatempo, a partir do dia 2 de janeiro, o avanço de maior nebulosidade e a mudança na direção dos ventos devem provocar queda nas temperaturas. Na capital paulista, as máximas ficam abaixo da média no primeiro fim de semana de 2026, com previsão de 26 °C no sábado e 24 °C no domingo. “Após o dia 2, a temperatura finalmente diminui”, explica o meteorologista César Soares.

A atuação de uma frente fria no oceano, na altura do Sudeste, favorece a organização da umidade desde o Norte do país até o leste de São Paulo e o Rio de Janeiro. Apesar da expectativa de aumento da instabilidade, o Rio deve registrar máxima de até 37 °C nesta sexta-feira, condição que eleva significativamente o potencial de chuvas fortes.

Além do Sudeste, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou outros 13 estados sob alerta: Santa Catarina, Paraná, Bahia, Piauí, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Pará, Amazonas, Rondônia e Acre. A Meteored incluiu ainda o Rio Grande do Sul na lista, elevando para 18 o número de estados em atenção devido ao risco de pancadas e temporais isolados.

No Sul, as chuvas perdem intensidade em relação aos últimos dias, mas ainda há possibilidade de temporais pontuais, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, onde as mínimas giram em torno de 20 °C. No Rio Grande do Sul, o aumento da nebulosidade antecede chuvas isoladas, que podem vir acompanhadas de rajadas de vento e granizo no interior.

Já no Centro-Oeste, as instabilidades ganham força com previsão de chuva moderada a forte e risco de temporais em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. O cenário é impulsionado pela atuação de um cavado meteorológico e pelo transporte de calor e umidade, com rajadas de vento que podem alcançar 50 km/h.