Abastecimento farmacêutico no estado se mantém regular, aponta relatório

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou, em documento enviado à Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, que o abastecimento de medicamentos no estado está regular. A pasta esclareceu que nenhum dos 22 itens citados pelo deputado Amon Mandel — de responsabilidade estadual — está em falta na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema). O órgão reforçou ainda que a assistência farmacêutica no país é estruturada de maneira tripartite, o que significa que União, estados e municípios dividem responsabilidades na compra e distribuição dos insumos.

No parecer enviado a Brasília, a secretaria destacou que alguns dos itens mencionados pelo parlamentar não são de competência da Cema, mas de outros entes federativos. Ainda assim, afirmou que o estoque estadual encontra-se normalizado, garantindo continuidade ao atendimento, especialmente no fornecimento de medicamentos de alto custo e estratégicos. Esse equilíbrio, segundo a SES-AM, é fundamental para assegurar que pacientes que dependem de tratamentos contínuos não sejam prejudicados.

Os dados mostram que o Amazonas vive o melhor ciclo de abastecimento da história da Cema. Entre 2019 e 2025, houve um aumento de 128% no número de dispensações do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), responsável pelo fornecimento de medicamentos de alto custo. Os atendimentos passaram de 7.707, em janeiro de 2019, para 17.403 em novembro de 2025. A secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud, atribui o avanço a estratégias como compras ampliadas, descentralização da entrega e reorganização dos fluxos internos, medidas que reduziram deslocamentos e tornaram o processo mais eficiente.

O impacto desse trabalho é sentido diretamente pelos pacientes. Jucimar Azevedo Leal, 60, que trata uma doença autoimune, relata que a regularidade na entrega do medicamento tem sido vital para manter o controle da condição. Segundo a coordenação da Cema, mesmo com oscilações na indústria farmacêutica nacional, todos os itens possuem protocolos de substituição para evitar desassistência. As melhorias logísticas, o acompanhamento rigoroso dos estoques e a ampliação dos serviços sustentam o que o órgão considera o melhor cenário de abastecimento dos últimos anos.