
Nesta sexta-feira (11), os atentados de 11 de setembro de 2001 completam 25 anos. Os ataques coordenados pela Al Qaeda contra os Estados Unidos deixaram quase 3 mil mortos e provocaram mudanças políticas, militares e de segurança que tiveram repercussão internacional.
Na manhã daquele dia, quatro aviões comerciais foram sequestrados. Às 8h46, a primeira aeronave atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York. Dezessete minutos depois, às 9h03, um segundo avião atingiu a Torre Sul do complexo.
Um terceiro avião foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, na Virgínia. A quarta aeronave caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia, antes de alcançar o destino pretendido pelos sequestradores. Passageiros e tripulantes reagiram e tentaram retomar o controle do avião.
Ataques e consequências
Os impactos provocaram incêndios e, posteriormente, o desabamento das duas torres do World Trade Center. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas à poeira tóxica produzida pela destruição dos edifícios.
A remoção dos escombros, estimados em 1,8 milhão de toneladas, levou aproximadamente oito meses. Além das mortes ocorridas no dia dos ataques, os efeitos da exposição à poeira e a outros contaminantes provocaram problemas de saúde em pessoas que estavam na região.
Os atentados também deram início a uma nova fase da política externa dos Estados Unidos, com operações militares e ações de combate ao terrorismo em diferentes partes do mundo.
Marcas na memória
O ataque foi acompanhado ao vivo por milhões de pessoas em diferentes países. A transmissão contínua das cenas do World Trade Center e a repetição das imagens fizeram com que o acontecimento permanecesse na memória de uma geração.
Para o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a forma como a televisão transmitiu o episódio contribuiu para ampliar seu impacto psicológico.
O empresário brasileiro Márcio Boruchowski, que trabalhava em um edifício próximo às torres, também relatou a experiência de ter presenciado o ataque em Nova York. Entre as lembranças, citou o impacto provocado pelo som e pela queda dos prédios.
Homenagem com drones
Na semana em que os atentados completam 25 anos, uma homenagem foi realizada no Porto de Nova York. Na quarta-feira (9), 2.977 drones iluminaram o céu para formar o contorno das antigas Torres Gêmeas do World Trade Center.
Cada ponto de luz representou uma das vítimas dos ataques de 2001. A apresentação, chamada “2.977 Lights Over New York Harbor”, foi realizada na véspera do aniversário dos atentados.
O espetáculo foi produzido por Addison Mehr em parceria com a empresa Sky Elements, com apoio da New York Foundation of the Arts. A formação dos drones criou uma representação das duas torres que faziam parte da paisagem de Nova York antes dos ataques.
Julgamento
Entre os principais acusados de planejar os ataques está Khalid Sheikh Mohammed, apontado como chefe de operações da Al Qaeda. Ele foi preso no Paquistão em 2003 e está detido na base de Guantánamo desde 2006.
O julgamento militar de Mohammed está previsto para junho de 2028. Também são réus no processo Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.
Osama bin Laden, fundador e líder da Al Qaeda apontado como responsável pela organização dos ataques, foi morto em 2011 durante uma operação das forças dos Estados Unidos no Paquistão.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece como um dos acontecimentos mais marcantes do século 21, tanto pelo número de vítimas quanto pelos efeitos políticos e sociais provocados pelos atentados.









